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Augusto Cury cumpre agenda em Araçatuba e defende alternativa à polarização

Candidato do Avante falou sobre o crescimento nas pesquisas, criticou a polarização e defendeu mudanças no Bolsa Família e redução dos juros

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Candidato do Avante falou sobre o crescimento nas pesquisas, criticou a polarização e defendeu mudanças no Bolsa Família e redução dos juros

Augusto Cury cumpre agenda em Araçatuba e defende alternativa à polarização
EQUIPE CAMPANHA AUGUSTO CURY

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) cumpriu agenda em Araçatuba neste sábado (5). O escritor participou de uma carreata e de uma caminhada pelas ruas da cidade durante o lançamento da candidatura de Cido Saraiva a deputado federal.

Em entrevista durante a passagem pelo município, Cury comentou o crescimento registrado por sua candidatura nos levantamentos eleitorais. Além disso, defendeu uma alternativa à polarização entre os principais grupos políticos do país.

“Tem que parar com esse negócio de direita, esquerda, Lula, Bolsonaro”, afirmou.

Segundo Cury, apoiadores têm usado as redes sociais para divulgar espontaneamente sua candidatura. Ele também pediu que eleitores gravem vídeos de apoio como estratégia para ampliar o alcance da campanha.

“Furar essa bolha é um desafio. Imagina, eles gastam milhões ou dezenas de milhões de reais por mês para impulsionar nas redes sociais. Nós gastamos pouco mais de R$ 50 mil. Não é uma luta de um Davi contra um Golias. É um Davi contra um exército de Golias”, declarou.

Cury comenta crescimento nas pesquisas

A fala ocorre após levantamentos eleitorais apontarem avanço de Cury na disputa presidencial. Segundo a pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2), o candidato do Avante chegou a 10% das intenções de voto, ante 2% no levantamento anterior. Com isso, apareceu isolado na terceira colocação, à frente de Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

Já o Datafolha divulgado na quinta-feira (3) apontou Cury com 8% das intenções de voto. Em agosto, ele registrava 2%.

“Estava com 0,2% há uma semana no Ceará. Sabe quanto nós estamos? Com 12,3%. Obrigado, cearense, obrigado todo o Nordeste”, disse.

Na simulação de segundo turno da Quaest apresentada no material citado, Cury registra 34%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 40%.

Além disso, Cury tem desempenho expressivo entre os eleitores que não se identificam nem com a esquerda nem com a direita. Nesse segmento, aparece numericamente com 24%, enquanto Lula tem 23% e Flávio Bolsonaro (PL), 11%.

Candidato fala sobre Lula e Bolsa Família

Durante a entrevista, Cury afirmou que considera Lula um adversário, e não um inimigo. O candidato também reconheceu ações que considera positivas nas administrações do petista e citou o Bolsa Família.

“O Lula não é o meu inimigo, ele é meu adversário. […] Tem coisas como o Bolsa Família, algo importante, mas nós temos que ajustar o Bolsa Família”, declarou.

Cury defendeu um período de transição para beneficiários que conseguirem emprego com carteira assinada ou abrirem um Microempreendedor Individual (MEI). Pela proposta apresentada por ele, essas pessoas não perderiam imediatamente o benefício.

“Quem assina a carteira não perde o benefício, pelo menos por um certo tempo, ou quem faz uma MEI, uma microempresa, por um certo tempo até se adaptar”, afirmou.

Ao justificar a proposta, Cury relatou ter enfrentado dificuldades financeiras na infância. Segundo ele, os pais e os seis filhos chegaram a morar juntos em um único quarto.

“Todo ser humano, inclusive as pessoas que têm o Bolsa Família, merece ser abraçado, merece sonhar com um carro, com uma casa, com férias e com qualidade de vida”, disse.

Cury critica juros e defende responsabilidade fiscal

Em Araçatuba, Cury também abordou a situação da agricultura e criticou o nível dos juros no país.

“É um crime contra a agricultura, aqui não apenas da região de Araçatuba, mas de todo o Brasil”, afirmou.

O candidato defendeu responsabilidade fiscal e redução dos gastos públicos. Na avaliação dele, essas medidas poderiam contribuir para uma queda dos juros.

“Nós temos que ter responsabilidade fiscal urgente, gastar muito menos que arrecadamos, para que essa taxa Selic de 14 possa vir a baixar em um ano, quem sabe, a 6%, 7%”, declarou.

A redução da Selic para esse patamar no período citado representa uma projeção apresentada pelo candidato durante a entrevista.

Quem é Augusto Cury

Aos 68 anos, Augusto Cury disputa sua primeira eleição e busca espaço como alternativa à polarização na corrida pela Presidência da República.

Escritor e psiquiatra, Cury já havia ensaiado uma entrada na disputa presidencial em 2009, pelo Partido Verde (PV), mas o projeto não se concretizou.

Agora pelo Avante, o candidato tenta aproveitar o crescimento registrado nos levantamentos mais recentes para ampliar sua presença na disputa. Em Araçatuba, ele associou esse avanço à mobilização de apoiadores e disse que decidiu entrar na política por acreditar que poderia contribuir com o país.

“Pior que a ação dos maus é a omissão dos bons”, afirmou.

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