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Governo afasta duas servidoras após Operação Janus

Secretaria não informa se afastadas são alvos das buscas em Araçatuba; investigadas já não integravam a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado

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Secretaria não informa se afastadas são alvos das buscas em Araçatuba; investigadas já não integravam a Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado

Governo afasta duas servidoras após Operação Janus
Vitor Moretti/Ponto Urgente

A Secretaria de Gestão e Governo Digital informou, nesta quarta-feira (8), que duas servidoras foram afastadas preventivamente após o cumprimento de mandados de busca e apreensão da Operação Janus, realizada pela Polícia Civil e pela Controladoria Geral do Estado (CGE).

Segundo a pasta, a investigação apura um possível acesso indevido a dados da Administração Pública. Os mandados foram cumpridos na capital, em São Caetano do Sul, Jundiaí e Araçatuba.

A Secretaria, no entanto, não informou se as servidoras afastadas são as mesmas que foram alvos das buscas realizadas em Araçatuba.

Em Araçatuba, a operação cumpriu três mandados de busca e apreensão na terça-feira (7). Dois deles tiveram como alvo servidoras investigadas e o terceiro foi executado na unidade da Secretaria da Fazenda e Planejamento onde elas haviam trabalhado.

A Secretaria da Fazenda e Planejamento informou à Folha da Região que as investigadas não são mais vinculadas à pasta.

A reportagem apurou que ambas são agentes escolares e estavam cedidas à Secretaria da Fazenda, tendo retornado recentemente aos cargos de origem.

Os boletins de ocorrência registrados durante o cumprimento dos mandados reforçam essa informação. No documento referente à busca realizada na unidade da Secretaria da Fazenda em Araçatuba, consta que foram apreendidos notebooks e cadernos com anotações utilizados pelas investigadas e que elas já não exerciam mais funções no local.

Nas buscas realizadas nas residências, os policiais apreenderam notebooks, celulares, documentos e outros materiais que serão analisados no curso das investigações. Em um dos endereços, também foram recolhidas folhas com informações funcionais, registros de pagamentos, frequências e cadastros de servidores públicos, além de outros documentos considerados de interesse para a investigação.

As investigações são conduzidas pelo Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (CERCO), da Polícia Civil.

A Folha da Região apurou que uma das linhas investigativas envolve a suspeita de comercialização de dados sigilosos para terceiros. Entretanto, as autoridades não divulgaram qual seria a participação específica das servidoras alvo dos mandados cumpridos em Araçatuba nem quais condutas lhes são atribuídas.

Em nota, a Controladoria Geral do Estado informou que a Operação Janus permanece sob sigilo para não comprometer o andamento das investigações.

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