A Polícia Civil deu mais um passo nas investigações que apuram suspeitas de “rachadinha” no gabinete do vereador Damião Brito (Rede), em Araçatuba. Os celulares apreendidos durante a operação realizada no último dia 30 foram encaminhados ao Instituto de Criminalística de São Paulo, onde passarão por perícia técnica detalhada.
A informação foi apurada pela reportagem. Ainda não há previsão para a conclusão dos exames periciais nem para o envio do laudo à equipe responsável pelo inquérito.
A análise dos aparelhos é considerada uma das principais etapas da investigação, já que poderá auxiliar na identificação de eventuais conversas, arquivos, registros financeiros e outros elementos que possam contribuir para o esclarecimento dos fatos investigados.
O inquérito foi instaurado há cerca de sete meses após denúncias apresentadas por dois ex-assessores do parlamentar, que afirmam ter sido obrigados a devolver parte dos salários recebidos, prática conhecida como “rachadinha”. Damião Brito nega as acusações.
Durante a operação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na residência do vereador, em seu gabinete na Câmara Municipal e também na casa de um advogado ligado ao parlamentar. Ao todo, três celulares foram apreendidos.
Na ocasião, o delegado seccional informou que ninguém foi preso e que não foram encontrados valores em dinheiro durante o cumprimento das ordens judiciais. Segundo a polícia, o avanço das investigações dependeria justamente da análise do material apreendido e de outras diligências, entre elas um possível pedido de quebra de sigilo bancário.
Manifestação
Na última sexta-feira (3), Damião Brito se pronunciou pela primeira vez após a operação, por meio de um vídeo publicado nas redes sociais. O vereador negou qualquer irregularidade, afirmou estar à disposição das autoridades e disse que nunca tentou impedir o trabalho da Polícia Civil.
Ele também contestou a informação de que teria escondido celulares durante o cumprimento dos mandados, afirmando que os aparelhos estavam dentro da residência e que não forneceu imediatamente as senhas por conterem dados e fotos pessoais.
No vídeo, o parlamentar exibiu uma arma de fogo, que afirmou ser legalizada e possuir porte concedido pela Polícia Federal. Segundo ele, o armamento é utilizado em razão de ameaças que diz sofrer desde uma tentativa de homicídio.
Damião ainda classificou a investigação como uma tentativa de desgastar sua atuação política, alegou que testemunhas estariam sendo influenciadas e afirmou que continuará exercendo normalmente o mandato enquanto aguarda o andamento das investigações.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou prazo para a conclusão da perícia nos celulares nem para o encerramento do inquérito.






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