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Prisões por violência doméstica crescem 18,5% na região de Araçatuba

Número de agressores presos ou apreendidos em flagrante passou de 200 para 237 no primeiro semestre deste ano

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Número de agressores presos ou apreendidos em flagrante passou de 200 para 237 no primeiro semestre deste ano

Delegacia de Defesa da Mulher de Araçatuba oferece serviços 24h
Vitor Moretti/Ponto Urgente

As prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica cresceram 18,5% na região de Araçatuba no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, as forças de segurança prenderam ou apreenderam 237 agressores, contra 200 no mesmo período do ano passado.

Os dados são da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP). O levantamento considera casos de violência doméstica e familiar.

O crescimento também ocorreu no estado. No primeiro semestre deste ano, as forças de segurança fizeram 10.924 prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica. No mesmo período de 2025, foram 8.692.

Estado atribui alta ao reforço da proteção

Para a secretária estadual de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, o aumento dos flagrantes está relacionado ao reforço do policiamento e da estrutura de proteção às mulheres.

“O trabalho de prevenção e a resposta rápida aos casos de violência doméstica ajudam a identificar situações de risco e garantir a prisão rápida dos agressores”, afirmou.

Segundo o Governo de São Paulo, as ações integram o programa SP Por Todas, que reúne diferentes secretarias em iniciativas de segurança, proteção e autonomia financeira das mulheres.

Atualmente, a rede estadual conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 235 Salas DDM 24h integradas. Além disso, mais de 650 policiais femininas especializadas atuam na estrutura de atendimento.

Cabine Lilás orienta vítimas pelo 190

Entre as iniciativas estaduais está a Cabine Lilás. Por meio do serviço, a Polícia Militar direciona chamadas sobre violência doméstica feitas ao telefone 190 para policiais femininas.

As agentes orientam as vítimas sobre medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Além disso, fornecem informações sobre direitos, como o auxílio-aluguel, quando cabível, e sobre o acesso à rede de assistência social.

“Queremos que nenhuma mulher deixe de denunciar por medo, dificuldade ou falta de informação. As forças de segurança estão atuando para desburocratizar o acesso à denúncia, ampliar o acolhimento e garantir proteção ao longo de todo o processo”, afirmou o secretário estadual da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

Aplicativo oferece Botão do Pânico

Outra ferramenta disponível é o aplicativo SP Mulher Segura. A plataforma permite registrar boletins de ocorrência pela internet e consultar endereços de unidades policiais.

Além disso, mulheres que possuem medida protetiva contra agressores podem utilizar o Botão do Pânico. Quando acionada, a ferramenta comunica simultaneamente a polícia e um contato de emergência previamente cadastrado.

O Estado também mantém a Patrulha SP Mulher Segura, ronda da Polícia Militar destinada a acompanhar vítimas e fiscalizar o cumprimento de medidas protetivas.

Paralelamente, as forças de segurança realizam operações para cumprir mandados judiciais e localizar suspeitos de violência doméstica.

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