A primeira audiência de instrução e julgamento dos réus presos durante a Operação Pulo do Gato, deflagrada pela Polícia Civil de Araçatuba em fevereiro deste ano, foi cancelada após dois dos acusados, custodiados no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto, não serem apresentados por videoconferência. A audiência estava marcada para a última sexta-feira (24).
A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) não respondeu oficialmente aos questionamentos encaminhados pela reportagem. No entanto, apurou-se que a não apresentação dos presos ocorreu em razão do forte temporal que atingiu Ribeirão Preto na sexta-feira, comprometendo o funcionamento da internet na unidade prisional e impedindo a realização das videoconferências.
Os cinco réus respondem pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro e estão presos desde a deflagração da operação. As prisões temporárias foram convertidas em preventivas durante a tramitação do processo. O Ministério Público ofereceu denúncia contra todos os investigados, que foi recebida pela Justiça.
Além do interrogatório dos cinco acusados, a audiência previa a oitiva de 16 testemunhas. Como dois dos réus não participaram do ato, a audiência foi cancelada e deverá ser remarcada.
Antes de a causa da ausência dos presos ser conhecida, o juiz Adriano Pinto de Oliveira determinou a expedição de ofícios ao diretor do CDP de Ribeirão Preto e à Secretaria da Administração Penitenciária para que informassem os motivos da não apresentação dos custodiados. Até o fechamento desta reportagem, a SAP não havia encaminhado manifestação oficial sobre o caso, mas a reportagem permanece à disposição para atualizações.
PULO DO GATO
A Operação Pulo do Gato foi deflagrada em fevereiro deste ano pela Polícia Civil de Araçatuba para desarticular uma organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e aplicação de golpes virtuais.
Segundo a denúncia do Ministério Público, o grupo recrutava pessoas para ceder contas bancárias utilizadas na movimentação de valores obtidos de forma ilícita, dificultando o rastreamento do dinheiro. Ainda conforme a acusação, os investigados ostentavam uma vida de luxo nas redes sociais e utilizavam a internet para captar novos integrantes para o esquema.






Comentários
Deixe seu comentário
Entre com sua conta do Google ou Facebook para participar da conversa.