O policial penal de 39 anos preso após matar R.R.R.V., de 29, com três disparos de arma de fogo em Araçatuba teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A decisão ocorreu após audiência de custódia realizada na manhã desta segunda-feira (31).
O servidor deverá ser transferido na tarde desta segunda-feira para uma unidade prisional. Até o momento, no entanto, não há informação sobre para qual estabelecimento ele será levado. A defesa informou que irá recorrer da decisão.
A Polícia Civil autuou o policial penal em flagrante por homicídio simples. O crime ocorreu na noite deste domingo (30), e a vítima portava um simulacro de pistola na cintura no momento da abordagem.
Crime ocorreu em frente a bar
O caso aconteceu por volta das 19h54, em frente a um bar no cruzamento da Rua Pedro Álvares Cabral com a Avenida Waldemar Alves, no bairro São Vicente.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu R.R.R.V. ainda com vida e o levou à Santa Casa de Araçatuba. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu minutos depois.
Segundo o boletim de ocorrência, o policial penal estava de folga e usava roupas civis no momento dos disparos.
Vítima teria tentado interromper discussão
De acordo com o registro policial, antes dos disparos ocorreu uma discussão entre um casal de amigos em via pública. A apuração inicial aponta que a vítima não participava diretamente do desentendimento.
A esposa da vítima relatou à polícia que os dois foram até o local para intervir e tentar encerrar a discussão. Durante os acontecimentos, o homem retornou ao veículo, pegou um objeto com aparência de arma de fogo e o colocou na cintura.
Ainda conforme o relato registrado no BO, o policial penal percebeu o volume na cintura da vítima e decidiu abordá-la. Durante a abordagem, ele visualizou o objeto. Quando o homem levou uma das mãos em direção à cintura, o policial efetuou três disparos na região abdominal.
Posteriormente, a polícia constatou que o objeto era um simulacro de pistola.
Imagens não indicam perigo iminente, diz delegado
No despacho que fundamentou a prisão em flagrante, o delegado Regis Cornelius Celeghini Silveira registrou que imagens mostram o policial penal efetuando os disparos.
No entanto, segundo a avaliação da autoridade policial, as gravações não demonstram que a vítima oferecia “perigo atual ou iminente” ao policial penal ou a terceiros naquele momento.
Diante dos elementos reunidos inicialmente, o delegado entendeu que o servidor cometeu, em tese, homicídio simples, previsto no artigo 121 do Código Penal. Por isso, a Polícia Civil lavrou o auto de prisão em flagrante sem arbitramento de fiança.
O policial penal ainda não havia apresentado sua versão formal em interrogatório quando a Polícia Civil concluiu o boletim. Conforme o documento, ele deveria prestar depoimento posteriormente, acompanhado por advogado.
Policial acionou o 190 após os tiros
Após os disparos, o próprio policial penal acionou o 190, comunicou o ocorrido e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar.
Segundo o BO, ele utilizou uma pistola calibre 9 milímetros, de sua propriedade e com registro válido. A Polícia Civil apreendeu a arma e um carregador com 15 cartuchos íntegros.
Além disso, a Polícia Civil realizou perícia no local e solicitou exame residuográfico na mão do policial. Também determinou perícia na arma utilizada.
Justiça decreta prisão preventiva
Após a prisão em flagrante, uma equipe da Polícia Penal ficou responsável pela escolta do servidor e por sua apresentação à audiência de custódia.
Na manhã desta segunda-feira (31), a Justiça decretou a prisão preventiva do policial penal. Com isso, ele permanece preso enquanto o caso segue sob investigação.
A defesa informou que irá recorrer da decisão que decretou a prisão preventiva. Enquanto isso, a Polícia Civil prossegue com a investigação das circunstâncias do homicídio.






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