Uma diarista de 28 anos, alvo da Operação Regresso, deflagrada na manhã desta sexta-feira (31) em Araçatuba, foi presa após policiais cumprirem um mandado de prisão preventiva relacionado a um processo anterior por tráfico de drogas. Durante as buscas na residência, também foram apreendidos R$ 11.456 em dinheiro, além de celulares, um DVR do sistema de monitoramento, contratos de locação e uma munição de calibre .38.
A mulher não foi presa em razão da investigação da Operação Regresso, que apura a atuação de integrantes de setores estratégicos do Primeiro Comando da Capital (PCC). Conforme apurado pela reportagem, a prisão ocorreu porque havia um mandado de prisão preventiva expedido em outro processo, após o suposto descumprimento de medidas cautelares impostas pela Justiça.
A investigada afirmou em depoimento que R$ 9 mil correspondem ao pagamento pela venda de um Volkswagen Gol, R$ 2 mil são provenientes do aluguel de um imóvel pertencente ao pai e R$ 456 referem-se ao seu trabalho como diarista. Ela também declarou que desconhecia a origem da munição encontrada no imóvel.
Processo anterior
A prisão preventiva decorre de um processo iniciado em março deste ano, quando a diarista foi presa em flagrante por tráfico de drogas. Na ocasião, policiais militares apreenderam 21 microtubos contendo cocaína, 14 porções de crack e R$ 65 em dinheiro.
Após audiência de custódia, ela recebeu liberdade provisória mediante o cumprimento de medidas cautelares, entre elas manter o endereço atualizado, comparecer aos atos processuais e não se envolver em novos delitos. A própria decisão judicial advertia que o descumprimento dessas condições poderia resultar na decretação da prisão preventiva.
Defesa
O advogado Lucas Eduardo Queiroz afirma que sua cliente não possui envolvimento com os fatos investigados na Operação Regresso e que a prisão ocorreu exclusivamente em razão do mandado expedido no processo por tráfico.
O advogado informou ainda que protocolou pedido de revogação da prisão preventiva, acompanhado da atualização do endereço da investigada.






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