A Polícia Civil, por meio da 2ª Dise (Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes), prendeu sete pessoas na manhã desta quarta-feira (14), durante a operação Xeque-Mate, realizada para combater o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro em Araçatuba. Das sete prisões, seis ocorreram por meio de mandados de prisão temporária e uma em flagrante.
Segundo o delegado Flávio Miranda, responsável pelas investigações, os trabalhos começaram há pouco mais de um ano e identificaram uma associação criminosa suspeita de atuar na aquisição, distribuição e venda de entorpecentes em diversos pontos de tráfico da cidade.
“Existia um fornecedor principal no bairro São Rafael que fazia essa função. Os demais eram fornecedores menores, responsáveis pelo abastecimento das biqueiras”, afirmou Miranda durante entrevista coletiva.
Um dos principais alvos da operação é um homem de 33 anos. Além dele, a polícia prendeu outros quatro homens e duas mulheres.
Movimentação financeira
Durante o período investigado, a Polícia Civil identificou movimentação financeira superior a R$ 500 mil entre os suspeitos. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de bens no valor de R$ 300 mil.
As equipes também apreenderam dois veículos Jeep Compass que estavam em poder dos investigados.
Ao todo, os policiais cumpriram 17 mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, recolheram aparelhos celulares e anotações que poderão contribuir para o avanço das investigações.
Polícia investiga possível ligação com o PCC
A Polícia Civil também apura a suspeita de que alguns integrantes do grupo tenham ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital).
De acordo com o delegado, a investigação identificou uma estrutura de distribuição de entorpecentes que começava na capital paulista e abastecia pontos de venda de drogas em Araçatuba.
“Essa droga vinha de São Paulo, chegava nas mãos do principal fornecedor do bairro São Rafael e depois era distribuída aos demais fornecedores até chegar às biqueiras e ao consumidor final”, detalhou Miranda.






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