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Polícia prende três suspeitos de golpes na venda de imóveis em Araçatuba

Investigação aponta anúncios de imóveis inexistentes nas redes sociais; polícia identificou vítimas com prejuízos financeiros e uma lista com mais de 50 nomes

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Investigação aponta anúncios de imóveis inexistentes nas redes sociais; polícia identificou vítimas com prejuízos financeiros e uma lista com mais de 50 nomes

Polícia prende três suspeitos de golpes na venda de imóveis em Araçatuba
Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Araçatuba prendeu três pessoas na manhã desta terça-feira (13), durante uma operação que investiga um suposto esquema de golpes na venda e financiamento de imóveis na cidade. As prisões ocorreram após o avanço das investigações conduzidas pelo Setor de Investigações de Crimes Virtuais.

O delegado Leandro Teófilo, responsável pelo inquérito, solicitou a prisão temporária dos três investigados, e a Justiça autorizou a medida. As prisões têm prazo inicial de cinco dias, com possibilidade de prorrogação por mais cinco.

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram no mês passado, depois que vítimas procuraram a delegacia para registrar prejuízos financeiros relacionados à negociação de imóveis.

Suspeitos anunciavam imóveis inexistentes

De acordo com a investigação, o grupo anunciava imóveis inexistentes nas redes sociais para atrair interessados. Em seguida, os potenciais compradores recebiam orientações para comparecer a um escritório localizado na região central de Araçatuba.

No estabelecimento, os suspeitos apresentavam propostas de aquisição mediante pagamento de entrada e posterior financiamento bancário.

Em um dos casos investigados, uma vítima pagou R$ 23 mil diante da perspectiva de conseguir um financiamento de R$ 253 mil.

“Em um dos casos, houve pagamento de R$ 23 mil associado à perspectiva de financiamento de R$ 253 mil, tendo sido encaminhado um ‘token’ que, em análise preliminar, não apresentou vínculo com a instituição financeira indicada”, informou o delegado Leandro Teófilo.

Durante as apurações, a polícia identificou outras duas possíveis vítimas, com prejuízo estimado em R$ 25 mil. Além disso, os investigadores encontraram uma lista com mais de 50 nomes de pessoas que teriam comparecido ao escritório nos últimos meses.

A Polícia Civil busca esclarecer se essas pessoas também sofreram prejuízos financeiros.

Polícia apreendeu celulares e materiais no escritório

No dia 2 de outubro, a Polícia Civil já havia cumprido mandados de busca e apreensão no escritório investigado. Na ocasião, os agentes recolheram celulares e documentos, que continuam em análise.

Durante as diligências, a polícia também apreendeu placas supostamente utilizadas no esquema, livros relacionados a técnicas de persuasão e convencimento, além de outros materiais que podem contribuir para a investigação.

Segundo o delegado, os elementos reunidos fundamentaram o pedido de prisão temporária dos três investigados.

“As investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica dos fatos, identificar eventuais outras vítimas e apurar a extensão dos possíveis prejuízos”, afirmou Teófilo.

Defesa vai pedir revogação das prisões

Os três investigados respondem por suspeita de estelionato mediante fraude eletrônica e associação criminosa.

A defesa informou que ainda não teve acesso integral aos autos do processo. No entanto, adiantou que pretende solicitar à Justiça a revogação das prisões temporárias.

A Polícia Civil continua as investigações para identificar possíveis novas vítimas e dimensionar os prejuízos relacionados ao suposto esquema.

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