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“Mãe, te amo. O pai está morto no quarto”, disse filho após matar o pai

Suspeito de 32 anos foi preso pela Polícia Militar no bairro São José; ele confessou o crime, mas não esclareceu a motivação

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Suspeito de 32 anos foi preso pela Polícia Militar no bairro São José; ele confessou o crime, mas não esclareceu a motivação

“Mãe, te amo. O pai está morto no quarto”, disse filho após matar o pai
VITOR MORETTI/PONTO URGENTE

A Polícia Militar prendeu, na noite desta quarta-feira (16), um homem de 32 anos suspeito de matar o próprio pai, Orivaldo Muniz Pacheco, de 74 anos, em Araçatuba. O crime aconteceu em uma residência na Rua Canjiro Takebe, e a polícia encontrou a vítima com ferimentos contundentes na cabeça.

O corpo estava em uma edícula nos fundos do imóvel, caído no chão ao lado da cama. A ocorrência chegou inicialmente à Polícia Militar como encontro de cadáver. No entanto, diante dos ferimentos, os agentes acionaram a Polícia Civil e a perícia para investigar um possível homicídio.

Segundo o boletim de ocorrência, não havia sinais de arrombamento ou invasão. Além disso, a polícia não identificou indícios de furto. Os agentes encontraram apenas uma televisão danificada dentro da casa.

Mãe encontrou sangue sendo lavado

Segundo o delegado plantonista Leandro Valera Ravagnani, a esposa da vítima havia passado a noite anterior fora de casa para cuidar da mãe, que é acamada.

Ao retornar, ela estranhou a ausência do marido, embora os pertences dele permanecessem na residência. Conforme o boletim de ocorrência, ela chegou a procurar informações no Pronto-Socorro Municipal, mas não o encontrou.

Posteriormente, já em casa, a mulher encontrou o filho lavando sangue no quintal. Ao ser questionado, ele teria afirmado que o sangue era dele e que havia se machucado.

Ainda segundo o registro policial, em determinado momento o filho disse à mãe que a amava e informou que o pai estava morto no quarto dos fundos. Depois disso, deixou a residência.

A mulher foi até o cômodo e encontrou o marido ensanguentado. Em seguida, acionou a Polícia Militar. O Samu também compareceu ao endereço e constatou a morte.

Polícia apura histórico de conflitos

De acordo com Ravagnani, a apuração inicial apontou que pai e filho mantinham discussões relacionadas ao possível uso de drogas pelo investigado.

O delegado afirmou ainda que a equipe encontrou registros anteriores envolvendo relatos de ameaças e agressões do filho contra o pai.

Uma vizinha também relatou à polícia ter ouvido discussões na residência durante a noite anterior. Além disso, imagens de câmeras de segurança poderão ajudar a Polícia Civil a esclarecer a dinâmica do crime.

Suspeito é encontrado no bairro São José

Após o atendimento da ocorrência, a Polícia Militar compartilhou a fotografia e as características do investigado com equipes que faziam patrulhamento pela cidade.

Já durante a noite, policiais localizaram o homem no bairro São José. Segundo o capitão Marcelo Spina, ele usava as mesmas roupas descritas anteriormente pela mãe e carregava objetos que, conforme o relato dela, havia retirado da residência.

Os policiais deram voz de prisão e encaminharam o investigado à Central de Flagrantes.

De acordo com o capitão, o homem confessou inicialmente o crime aos policiais, mas não teria explicado a motivação.

Objeto usado no crime ainda será esclarecido

A polícia ainda não determinou qual objeto provocou os ferimentos. O delegado Leandro Ravagnani afirmou que nenhum instrumento que pudesse ser relacionado ao homicídio foi encontrado durante a análise do local.

A vítima apresentava ferimentos contundentes na região da cabeça. Por isso, a perícia e o exame necroscópico deverão auxiliar na identificação do instrumento utilizado e no esclarecimento da dinâmica do homicídio.

Embora informações preliminares mencionadas pela Polícia Militar apontassem para a possibilidade do uso de uma panela, essa hipótese ainda não tem confirmação pericial.

O corpo de Orivaldo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Civil dará continuidade às investigações.

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