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Tartaruga é apreendida durante operação em Araçatuba

Animal era mantido há cerca de 20 anos em recipiente plástico de dimensões reduzidas; tutor foi autuado pela Polícia Militar Ambiental

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Animal era mantido há cerca de 20 anos em recipiente plástico de dimensões reduzidas; tutor foi autuado pela Polícia Militar Ambiental

Tartaruga é apreendida durante operação em Araçatuba
POLÍCIA CIVIL

Uma tartaruga da espécie popularmente conhecida como tigre-d’água foi apreendida pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (23), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em uma residência no bairro Traitu, em Araçatuba. O responsável pelo animal foi conduzido à delegacia e poderá responder por crime de maus-tratos.

De acordo com a DEIC (Divisão Especializada de Investigações Criminais), equipes da DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), do GOE (Grupo de Operações Especiais) e da DH (Delegacia de Homicídios) cumpriam um mandado judicial para localizar drogas e armas de fogo quando encontraram a tartaruga em condições consideradas, a princípio, incompatíveis com as necessidades da espécie.

Segundo a polícia, o animal, com aproximadamente 30 centímetros de comprimento, era mantido permanentemente dentro de um recipiente plástico medindo cerca de 55 centímetros por 30 centímetros, contendo apenas água. Conforme constatado pelas equipes, o espaço era insuficiente para a livre movimentação da tartaruga e não havia área seca destinada ao descanso ou à exposição ao sol.

Ainda de acordo com o registro, o morador informou que adquiriu a tartaruga há aproximadamente 20 anos e que ela permaneceu durante todo esse período no mesmo recipiente. Ele também não apresentou qualquer documentação que comprovasse a origem legal ou a aquisição regular do animal.

Diante da situação, a tartaruga foi apreendida e encaminhada para os procedimentos cabíveis. O responsável foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Araçatuba, onde a ocorrência foi registrada.

A Polícia Militar Ambiental também foi acionada e autuou o responsável pelas irregularidades constatadas.

O caso foi registrado, em tese, como maus-tratos a animal, crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), e será investigado pela Polícia Civil. O investigado foi ouvido e liberado na sequência.

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