Um morador de Araçatuba, de 44 anos, registrou boletim de ocorrência após ser vítima de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por representantes da Justiça e utilizaram o nome de um advogado para convencer a vítima a fornecer dados bancários. O caso é investigado pela Polícia Civil como estelionato.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima recebeu inicialmente uma ligação de uma mulher que se apresentou como secretária de um advogado. Ela informou que o morador teria valores a receber em decorrência de um processo judicial e orientou que aguardasse o contato de um suposto representante do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Para reforçar a credibilidade da fraude, documentos também foram enviados pelo WhatsApp.
Na sequência, um homem entrou em contato afirmando ser representante do STJ. Durante a conversa, ele fez perguntas sobre o processo judicial da vítima e, como ela realmente possui uma ação em andamento, acreditou que o contato era legítimo.
O golpista informou que a vítima teria direito a receber R$ 31 mil, mas alegou que seria necessário realizar procedimentos bancários para a liberação do valor. Acreditando na história, o morador forneceu os dados de contas bancárias de sua titularidade. Em seguida, o criminoso afirmou que havia realizado um PIX de R$ 12 mil, mas disse que o valor não poderia ser depositado integralmente em uma única conta e passou a solicitar outras contas bancárias.
Como a vítima não possuía outra conta disponível, o estelionatário chegou a pedir os dados bancários de uma vizinha. Segundo o boletim, ele ainda afirmou que, caso não fossem fornecidas outras contas, os valores do suposto acordo judicial não seriam liberados e até mesmo a audiência poderia ser cancelada.
Desconfiado da situação, o morador acessou sua conta na Caixa Econômica Federal e constatou que aproximadamente R$ 1,4 mil haviam sido retirados sem sua autorização. Ele encerrou a ligação e entrou em contato com o advogado citado pelos criminosos, que confirmou não ter qualquer relação com os telefonemas e esclareceu que se tratava de uma fraude.
A vítima informou que apresentará à Polícia Civil as conversas, documentos recebidos por WhatsApp e demais elementos que possam auxiliar na investigação. O caso foi registrado como estelionato e segue sob apuração.
A orientação é para que pessoas envolvidas em processos judiciais nunca forneçam dados bancários, senhas ou códigos de autenticação por telefone ou aplicativos de mensagens. Em caso de dúvida, a recomendação é entrar em contato diretamente com o advogado responsável pelo processo antes de realizar qualquer procedimento financeiro.






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