Será realizado nesta quinta-feira (16), no Fórum de Araçatuba, o julgamento de Aqueharu Yamaguchi Junior, acusado de matar a própria mãe, Alzira Pinto da Silva, de 74 anos, com diversos golpes de martelo. O caso, registrado em outubro de 2020, causou grande repercussão na cidade pela violência empregada e pelas circunstâncias do crime.
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na noite de 8 de outubro de 2020, em uma residência no bairro Jardim Nova Iorque. A investigação aponta que o acusado aguardou a chegada da mãe em casa e, quando ela entrou no quarto para trocar de roupa, a atacou pelas costas com um martelo. Após a queda da vítima, ele teria continuado as agressões, desferindo cerca de 20 a 25 golpes na cabeça, provocando sua morte por traumatismo craniano.
Ainda conforme a acusação, a motivação do homicídio teria sido uma vingança. Dias antes, o réu teria sido agredido pela mãe na frente de outras pessoas, situação que, segundo o Ministério Público, o deixou humilhado. A denúncia também afirma que, após o crime, ele tomou banho, trocou de roupa, pegou dinheiro da vítima e fugiu utilizando o veículo dela.
O processo aponta que Aqueharu era usuário de drogas e mantinha um histórico de conflitos familiares com a mãe. Durante a investigação, ele chegou a confessar o crime à polícia e também a familiares. Posteriormente, no decorrer da ação penal, alegou não se lembrar do ocorrido. Um exame de insanidade mental foi realizado e concluiu que o acusado era imputável, ou seja, tinha capacidade de responder criminalmente pelos atos praticados.
Em fevereiro de 2024, a Justiça decidiu pronunciar o réu para julgamento pelo Tribunal do Júri, mantendo todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público. Assim, ele responderá por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio, além da causa de aumento de pena pelo fato de a vítima ser idosa.
O julgamento será realizado pelo Tribunal do Júri, responsável por decidir sobre crimes dolosos contra a vida. Os jurados analisarão as provas produzidas ao longo do processo e definirão se o acusado será condenado ou absolvido. O réu permanece preso preventivamente desde a fase inicial da ação penal.






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