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Mulher perde R$ 400 após ameaça de falso delegado em Araçatuba

Golpistas acusaram vítima de enviar conteúdo pornográfico infantojuvenil e exigiram dinheiro sob alegação de uma suposta fiança

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Golpistas acusaram vítima de enviar conteúdo pornográfico infantojuvenil e exigiram dinheiro sob alegação de uma suposta fiança

Caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária
Arquivo/Ponto Urgente

Uma mulher de 61 anos perdeu R$ 400 após cair em um golpe virtual em Araçatuba. Segundo o boletim de ocorrência, criminosos acusaram a vítima de enviar conteúdo pornográfico infantojuvenil e exigiram dinheiro sob a alegação de que um delegado havia arbitrado uma fiança para evitar sua prisão.

A mulher procurou a Central de Polícia Judiciária na tarde de terça-feira (6) e registrou a ocorrência. Em depoimento, ela contou que conversava havia alguns dias com um homem pelas redes sociais.

Segundo o relato, o homem enviou uma foto íntima e perguntou se ela havia gostado. Em seguida, o golpista passou a cobrar R$ 3.600. Ele alegava que a vítima teria enviado conteúdo pornográfico infantojuvenil a um adolescente com necessidades especiais e que, por isso, poderia ser presa caso não pagasse uma suposta fiança.

A vítima, então, fez um depósito de R$ 400. Depois disso, o golpista exigiu mais R$ 600 e afirmou que a cobrança seria uma determinação de um delegado de polícia.

Nesse momento, a mulher desconfiou do golpe e decidiu procurar a delegacia. A Polícia Civil registrou o caso e deve investigá-lo por meio de inquérito policial.

Operação combate golpe semelhante

Recentemente, uma investigação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araçatuba identificou cerca de 100 vítimas de um esquema semelhante no Estado de São Paulo. Conforme a Polícia Civil, o prejuízo causado pelo grupo ultrapassou R$ 1 milhão.

A Operação Salmoneus cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e dez de prisão temporária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A investigação começou após a polícia identificar duas vítimas em Araçatuba, onde o prejuízo superou R$ 100 mil.

Segundo o delegado Flávio Miranda, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic), os criminosos abordavam as vítimas pelas redes sociais e por sites de relacionamento. Durante as conversas, uma suposta mulher enviava fotos íntimas.

Posteriormente, outro integrante do esquema entrava em contato e se apresentava como delegado. Conforme a investigação, ele alegava, em muitos casos, que a mulher seria menor de idade, ameaçava instaurar uma investigação criminal e exigia dinheiro.

A Polícia Civil identificou duas associações criminosas com ligação com o sistema penitenciário do Rio Grande do Sul. Dos dez mandados de prisão temporária cumpridos durante a operação, quatro tiveram como alvos pessoas que já estavam no sistema prisional.

Além disso, a polícia solicitou à Justiça o bloqueio de valores relacionados ao esquema. A investigação continua para apurar a participação dos envolvidos e a possível ocorrência de outros crimes.

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