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Júri condena dupla por homicídio encomendado em Araçatuba

Mulher recebeu pena de 21 anos e 7 meses; homem apontado como executor foi condenado a 30 anos e 4 meses

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Mulher recebeu pena de 21 anos e 7 meses; homem apontado como executor foi condenado a 30 anos e 4 meses

Homem é condenado a 25 anos por matar a mãe a marteladas
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O Tribunal do Júri de Araçatuba condenou Taíse Rodrigues Carvalho e João Paulo Nascimento Jacinto pelo homicídio de Nathan Felipe Bernardes Machado, de 19 anos. O julgamento começou por volta das 9h e terminou perto das 23h desta quinta-feira (1º).

Taíse recebeu pena de 21 anos, 7 meses e 6 dias de reclusão. Já João Paulo foi condenado a 30 anos e 4 meses de reclusão. Nos dois casos, o regime inicial será o fechado.

Durante a votação, os jurados reconheceram que Taíse contratou terceiro para a execução do crime e que João Paulo foi o executor. O Conselho de Sentença também reconheceu as qualificadoras do homicídio mediante pagamento e do uso de recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.

Após o veredicto, o juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda determinou a execução imediata das penas e manteve a prisão dos dois condenados.

Crime ocorreu em 2021

Nathan foi morto na noite de 4 de fevereiro de 2021, na Travessa das Araras, no bairro Aviação, em Araçatuba. Segundo a denúncia do Ministério Público, os envolvidos mataram o jovem mediante pagamento e com recurso que dificultou a defesa dele.

De acordo com a acusação, o caso teve relação com um homicídio anterior. O pai de Taíse havia sido morto pelo pai de Nathan e, conforme o Ministério Público, ela decidiu encomendar a morte do jovem.

Ainda segundo a denúncia, Taíse ofereceu R$ 15 mil a Carlos Augusto Rodrigues do Prado para executar o crime. Posteriormente, Carlos ofereceu R$ 5 mil a João Paulo para participar da execução.

Na noite do homicídio, conforme a acusação, João Paulo desceu de um carro e efetuou vários disparos contra Nathan, que estava de bicicleta. Mesmo ferido, o jovem tentou fugir. No entanto, o homem o perseguiu e efetuou novos tiros. Nathan recebeu atendimento médico, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Arma foi relacionada ao crime

Durante a investigação, a polícia apreendeu com Carlos Augusto uma pistola calibre .380. Segundo o Ministério Público, o exame de confronto microbalístico constatou que dois projéteis, uma camisa de projétil e nove estojos encontrados no local do crime partiram da arma. 1

Carlos Augusto também respondia pelo homicídio. O processo dele foi desmembrado e ele já havia sido julgado e condenado anteriormente, conforme registra a documentação do processo.

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