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Urnas eletrônicas passam por auditoria antes das eleições em Araçatuba

Procedimento verificou sistemas, dados dos candidatos e simulou votação; Justiça Eleitoral, Ministério Público e OAB acompanharam os testes

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Procedimento verificou sistemas, dados dos candidatos e simulou votação; Justiça Eleitoral, Ministério Público e OAB acompanharam os testes

Urnas eletrônicas passam por auditoria antes das eleições em Araçatuba
VITOR MORETTI/PONTO URGENTE

As urnas eletrônicas que serão utilizadas nas eleições passaram por mais uma etapa de fiscalização em Araçatuba. A auditoria das urnas eletrônicas foi acompanhada por representantes da Justiça Eleitoral, do Ministério Público Eleitoral, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela imprensa.


Durante o procedimento, cinco urnas foram submetidas às verificações previstas para a auditoria. Outras duas foram selecionadas aleatoriamente por pessoas que participavam da cerimônia para também passarem por testes.

A legislação eleitoral prevê verificações durante a preparação dos equipamentos. No Estado de São Paulo, a conferência da integridade e autenticidade dos sistemas e dos dados das urnas pode ocorrer por amostragem, com equipamentos escolhidos aleatoriamente entre as urnas de votação e de contingência.

Sistemas e votação são verificados

O chefe de cartório da 11ª Zona Eleitoral, Flávio Stipp Vaz, explicou que um dos procedimentos utiliza o AVPART, programa que permite verificar a autenticidade dos sistemas instalados nas urnas por meio dos resumos digitais, conhecidos como hashes, e das assinaturas digitais.

Também é utilizado o Verificador Pré/Pós-Eleição (VPP), que permite conferir os dados de candidatos e partidos e realizar uma demonstração do processo de votação.

Na prática, uma votação é simulada no equipamento. Primeiro, é emitida a zerésima, documento que demonstra que não há votos registrados antes do início da votação. Depois, votos são inseridos na urna e, ao final, é impresso o Boletim de Urna (BU), permitindo a conferência do resultado registrado pelo equipamento.

Segundo Flávio, essa é a última etapa de auditoria realizada no cartório antes da distribuição das urnas. Os equipamentos permanecem armazenados em segurança e começam a ser encaminhados aos locais de votação na véspera da eleição.

Fiscalização do processo

O juiz eleitoral Adeilson Ferreira Negri acompanhou os trabalhos realizados em Araçatuba. A auditoria integra os mecanismos de fiscalização utilizados para verificar os equipamentos e os sistemas antes da votação.

O Ministério Público Eleitoral também participou do procedimento. O promotor eleitoral Marcelo Neira destacou a presença de diferentes instituições e da imprensa durante os trabalhos.

Para o promotor, a abertura do procedimento ao acompanhamento da sociedade é uma forma de dar transparência à preparação para as eleições. Ele também ressaltou que Justiça Eleitoral, Ministério Público e forças policiais vêm trabalhando na organização do pleito para que a votação transcorra de forma ordeira.

A OAB Araçatuba também acompanhou a auditoria, representada pelo vice-presidente Wagner Viotto. A participação da entidade integra o acompanhamento externo das etapas de preparação do processo eleitoral.

O que o eleitor pode levar

Além da auditoria das urnas, a Justiça Eleitoral reforçou orientações importantes para o próximo domingo.

A chefe do cartório da 299ª Zona Eleitoral, Fabiana Camargo, recomenda que o eleitor leve uma “colinha” de papel com os números dos candidatos já anotados na ordem de votação. Neste ano, serão seis votos: deputado federal, deputado estadual, dois votos para senador, governador e presidente da República.

Também é necessário apresentar documento oficial com foto. Segundo Fabiana, o documento pode ser digital, mas uma simples reprodução em PDF não é aceita como documento digital.

A manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor é permitida. Isso inclui, por exemplo, o uso de camiseta ou adesivo de candidato. Já a boca de urna e a compra de votos são proibidas.

O celular também não pode acompanhar o eleitor até a cabina. Ao entrar na seção, o aparelho deverá ser deixado no local indicado pelos mesários antes do voto e poderá ser retirado na saída.

Eleitores que necessitem de auxílio, como idosos ou pessoas com mobilidade reduzida, podem ser acompanhados por uma pessoa de confiança, inclusive até a cabina, quando necessário. O acompanhante não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral nem de partido ou federação, e a ocorrência deve ser registrada pela mesa receptora.

As eleições serão realizadas no próximo domingo, dia 4 de outubro.

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