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Operação contra ‘falso delegado’ apura prejuízo de mais de R$ 1 milhão

Investigação começou após duas vítimas em Araçatuba, onde prejuízo ultrapassa R$ 100 mil; cerca de 100 pessoas teriam sido vítimas no Estado

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Investigação começou após duas vítimas em Araçatuba, onde prejuízo ultrapassa R$ 100 mil; cerca de 100 pessoas teriam sido vítimas no Estado

Operação contra ‘falso delegado’ apura prejuízo de mais de R$ 1 milhão
POLÍCIA CIVIL

Uma investigação iniciada em Araçatuba levou a Polícia Civil a identificar cerca de 100 vítimas de um esquema de extorsão no Estado de São Paulo, com prejuízo superior a R$ 1 milhão. A Operação Salmoneus, deflagrada nesta quinta-feira (24), cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e 10 de prisão temporária no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

Segundo o delegado Flávio Miranda, da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Araçatuba, o trabalho começou após a identificação de duas vítimas no município. Somente em Araçatuba, o prejuízo ultrapassa R$ 100 mil.

A 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) conduz a apuração há mais de seis meses. De acordo com o delegado, a investigação identificou duas associações criminosas diferentes, ambas ligadas ao sistema penitenciário do Rio Grande do Sul.

Golpistas se passavam por mulheres e delegados

Segundo a investigação, o esquema começava pelas redes sociais e sites de relacionamento. Os investigados se passavam por mulheres interessadas em relacionamentos amorosos ou sexuais e entravam em contato com homens no Estado de São Paulo.

Durante as conversas, a suposta mulher enviava fotos íntimas. Posteriormente, outro integrante do esquema entrava em contato com a vítima e se apresentava como delegado de polícia.

Conforme Flávio Miranda, o falso delegado afirmava, em muitos casos, que a mulher seria menor de idade. Em seguida, ameaçava instaurar uma investigação criminal e exigia dinheiro da vítima.

“Uma suposta mulher mandava fotos íntimas e aí depois um suposto delegado de polícia entrava em contato ameaçando instaurar uma investigação criminal”, explicou o delegado.

Quatro mandados foram cumpridos dentro de presídios

Dos 10 mandados de prisão temporária, quatro foram cumpridos dentro do sistema penitenciário do Rio Grande do Sul. Os demais alvos estavam fora dos presídios.

Segundo Miranda, embora houvesse integrantes em liberdade, a investigação aponta que a maior parte dos golpes partia de dentro das unidades prisionais.

“Majoritariamente, lá de dentro do presídio esses golpes eram realizados”, afirmou.

Ao todo, a Polícia Civil cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, sendo 14 no Rio Grande do Sul e um em Santa Catarina. Já os 10 mandados de prisão temporária foram cumpridos no Rio Grande do Sul.

A operação teve apoio da Deic gaúcha e de outras unidades policiais. Equipes da Deic de Araçatuba também viajaram ao Rio Grande do Sul para acompanhar as diligências.

Polícia pede bloqueio de valores

Além das prisões e buscas, a Polícia Civil solicitou à Justiça medidas patrimoniais para bloquear valores relacionados ao esquema. Segundo o delegado, a medida busca possibilitar a indenização das vítimas.

Miranda afirmou que todos os alvos da operação foram localizados e os mandados, cumpridos.

A investigação continua para apurar a atuação dos envolvidos e outros possíveis crimes. Inicialmente, segundo o delegado, os investigados poderão responder por extorsão, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

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