A Polícia Civil de Araçatuba encerrou o inquérito sobre a morte de Robert Ronald Ramos Vieira, ocorrida em 30 de agosto, no Jardim Brasil. Segundo o delegado Marcel Basso, responsável pela investigação, os elementos reunidos até o momento não comprovaram a tese de legítima defesa apresentada pelo policial penal.
“A tese da legítima defesa não restou comprovada”, afirmou Basso em entrevista nesta quarta-feira (9).
A polícia encaminhou o inquérito à Justiça nesta terça-feira (8), quando terminou o prazo legal para conclusão do procedimento com o investigado preso. No mesmo dia, o Ministério Público denunciou o policial penal por homicídio qualificado.
Policial penal manteve versão
Durante o inquérito, a Polícia Civil ouviu três novas testemunhas e interrogou o policial penal na presença dos advogados.
Segundo Basso, o investigado manteve a versão de que acreditava que Robert estava armado. Ele declarou que, durante a abordagem, a vítima não teria obedecido às ordens e teria levado a mão em direção ao objeto na cintura.
Conforme o interrogatório, o policial efetuou dois disparos. Depois, com Robert no chão, teria percebido novo movimento em direção ao objeto e efetuado o terceiro tiro. O agente afirmou que somente depois descobriu que se tratava de um simulacro.
Polícia ainda apura atuação como segurança
Apesar do encerramento formal do inquérito, diligências e laudos do Instituto de Criminalística (IC) e do Instituto Médico Legal (IML) permanecem pendentes. A Polícia Civil encaminhará os resultados posteriormente à Justiça.
Além disso, a investigação busca esclarecer se o policial penal fazia segurança particular no local. Segundo Basso, testemunhas o apontaram como cliente assíduo do estabelecimento. No entanto, durante o interrogatório, o próprio investigado afirmou que estava fazendo segurança.
O policial penal permanece preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá.
Defesa sustenta legítima defesa
A defesa afirma que o policial penal agiu em legítima defesa e para proteger a própria vida e a de terceiros.
Segundo o advogado Alexandre Taveira, o agente recebeu a informação de que um homem havia retirado uma arma de um veículo e colocado o objeto na cintura. Durante a abordagem, conforme a defesa, Robert teria resistido e levado a mão em direção ao objeto.
A defesa sustenta que o policial acreditava estar diante de uma arma verdadeira e que somente depois dos disparos constatou que se tratava de um simulacro. Também afirma que testemunhas ouvidas corroboram a versão apresentada pelo investigado.






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