Polícia
Polícia

Policial penal é preso após matar homem em Araçatuba

Vítima portava simulacro na cintura; delegado afirma que imagens não mostram perigo atual ou iminente no momento dos disparos

Ver resumo

Vítima portava simulacro na cintura; delegado afirma que imagens não mostram perigo atual ou iminente no momento dos disparos

Policial penal é preso após matar homem em Araçatuba
VITOR MORETTI/PONTO URGENTE - RESERVADA PARA TODOS OS DIREITOS

Um policial penal de 39 anos foi preso em flagrante após matar R.R.R.V., de 29 anos, com três disparos de arma de fogo na noite deste domingo (30), em Araçatuba. A vítima portava um simulacro de pistola na cintura no momento da abordagem.

O caso aconteceu por volta das 19h54, em frente a um bar no cruzamento entre a Rua Pedro Álvares Cabral e Avenida Waldemar Alves, no bairro São Vicente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) socorreu R.R.R.V. ainda com vida e o levou à Santa Casa de Araçatuba. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos e morreu minutos depois.

A Polícia Civil autuou o policial penal por homicídio simples. Segundo o boletim de ocorrência, ele estava de folga e usava roupas civis no momento dos disparos.

Vítima teria tentado interromper discussão

De acordo com o registro policial, antes dos disparos ocorreu uma discussão entre um casal de amigos em via pública. A apuração inicial aponta que o encarregado não participava diretamente do desentendimento.

A esposa da vítima relatou à polícia que os dois foram até o local para intervir e tentar encerrar a discussão. Durante os acontecimentos, o homem retornou ao veículo e pegou um objeto com aparência de arma de fogo, que colocou na cintura.

Ainda conforme o relato registrado no BO, o policial penal percebeu o volume na cintura da vítima e decidiu abordá-la. Durante a abordagem, ele visualizou o objeto. Quando o encarregado levou uma das mãos em direção à cintura, o policial efetuou três disparos na região abdominal.

Posteriormente, a polícia constatou que o objeto era um simulacro de pistola.

Imagens não indicam perigo iminente, diz delegado

No despacho que fundamentou a prisão em flagrante, o delegado Regis Cornelius Celeghini Silveira registrou que imagens mostram o policial penal efetuando os disparos.

No entanto, segundo a avaliação da autoridade policial, as gravações não demonstram que a vítima oferecia “perigo atual ou iminente” ao policial penal ou a terceiros naquele momento.

Diante dos elementos reunidos inicialmente, o delegado entendeu que o policial penal cometeu, em tese, homicídio simples, previsto no artigo 121 do Código Penal. Por isso, a Polícia Civil lavrou o auto de prisão em flagrante sem arbitramento de fiança.

O policial penal ainda não havia apresentado sua versão formal em interrogatório quando a Polícia Civil concluiu o boletim. Conforme o documento, ele deverá prestar depoimento posteriormente, acompanhado por advogado.

Policial acionou o 190 após os tiros

Após os disparos, o próprio policial penal acionou o 190, comunicou o ocorrido e permaneceu no local até a chegada da Polícia Militar.

Segundo o BO, ele utilizou uma pistola calibre 9 milímetros, de sua propriedade e com registro válido. A Polícia Civil apreendeu a arma e um carregador com 15 cartuchos íntegros.

Além disso, a Polícia Civil realizou perícia no local e solicitou exame residuográfico na mão do policial. Também determinou perícia na arma utilizada.

Policial penal permanece sob escolta

Após o flagrante, uma equipe da Polícia Penal ficou responsável pela escolta do servidor e por sua apresentação na audiência de custódia. A Polícia Civil prossegue com a apuração das circunstâncias do homicídio.

Comentários