A adolescente encontrada morta e parcialmente carbonizada em um canavial na zona rural de Penápolis, na manhã deste domingo (30), foi identificada. A vítima tinha 17 anos. Segundo o delegado Thalys Sulyvan, responsável pelo registro da ocorrência, familiares e amigos ajudaram no processo de identificação.
Em respeito à adolescente e aos familiares, e considerando a proteção conferida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Ponto Urgente decidiu editorialmente não divulgar o nome da vítima.
De acordo com o delegado, no primeiro momento, os policiais não encontraram junto ao corpo documentos, celular ou outros objetos que permitissem identificar a adolescente. Além disso, as condições em que o cadáver foi localizado dificultaram o reconhecimento imediato.
Posteriormente, a Polícia Civil avançou na identificação durante o levantamento do local e outras diligências. Conforme Thalys Sulyvan, familiares e amigos compareceram à delegacia após a repercussão do caso.
Uma tatuagem e características da camiseta que a adolescente vestia contribuíram para o reconhecimento. Depois disso, familiares prestaram declarações à Polícia Civil.
Adolescente estava com amigos antes de desaparecer
Segundo as informações reunidas até agora pela investigação, não havia registro de desaparecimento da adolescente.
“Segundo o que já foi colhido, a vítima estava na casa de amigos até a noite passada e, durante a madrugada, ela sumiu”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil não divulgou outros detalhes dos depoimentos para não prejudicar o andamento da investigação.
Polícia procura testemunhas e imagens
Agora, a investigação busca elementos que possam esclarecer quem matou a adolescente e as circunstâncias do crime.
Segundo o delegado, as equipes estão nas ruas em busca de testemunhas e imagens que possam contribuir para a identificação do autor.
“Atualmente, as investigações aguardam os resultados de exames periciais. Equipes estão na rua tentando a localização de testemunhas e imagens que possam levar até o autor”, disse Thalys Sulyvan.
Além disso, a Polícia Civil instaurará inquérito para a completa apuração dos fatos. Os resultados dos exames periciais também deverão auxiliar na definição da causa da morte e da dinâmica do crime.
Relembre o caso
O corpo foi encontrado na manhã deste domingo em um canavial na Estrada José Vigilato de Castilho, na zona rural de Penápolis.
Segundo o boletim de ocorrência, o proprietário da plantação soube que o canavial estava em chamas e foi ao local acompanhado de um funcionário. Eles utilizaram um caminhão-pipa e um trator para combater o incêndio. Depois de apagarem as chamas, encontraram o corpo e acionaram as autoridades.
A vítima estava de bruços, seminua e parcialmente carbonizada. Conforme o registro policial, havia queimaduras mais intensas no braço esquerdo, na perna esquerda e em parte do abdômen. A polícia também constatou aparentes equimoses no pescoço e no lado esquerdo do rosto.
Além disso, o boletim relata a presença de sangue e outros fluidos corporais na região genital. A Polícia Civil ressaltou, porém, que somente os exames médico-legais poderão determinar a origem desses vestígios e eventual relação com a causa da morte.
Próximo ao corpo, a perícia encontrou um chinelo, uma corrente de pescoço e um cabo de carregador de celular. Também havia informações sobre possíveis marcas de pneus e sinais de arrastamento em direção ao canavial. No entanto, a chuva prejudicou a preservação e a visualização desses possíveis vestígios.
A Polícia Civil registrou inicialmente o caso como homicídio consumado, com autoria desconhecida. Até o momento, a investigação não estabeleceu a dinâmica dos fatos, a motivação nem a autoria.






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