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Polícia já investigava professora suspeita de agredir aluno de 3 anos em Araçatuba

Outros responsáveis procuraram a polícia após divulgação do caso; educadora foi afastada das atividades em sala de aula

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Outros responsáveis procuraram a polícia após divulgação do caso; educadora foi afastada das atividades em sala de aula

Polícia já investigava professora suspeita de agredir aluno de 3 anos em Araçatuba
VITOR MORETTI/PONTO URGENTE

A Polícia Civil de Araçatuba já investigava denúncias de supostas agressões envolvendo a professora suspeita de agredir um menino de 3 anos, com Transtorno do Espectro Autista (TEA), na EMEB Camila Tomashinsky.

Antes do episódio registrado nesta segunda-feira (17), uma ocorrência envolvendo a educadora já havia sido levada à polícia. Após a divulgação do novo caso, a reportagem apurou que outros responsáveis também procuraram a Polícia Civil para registrar ocorrências. Os relatos passam a integrar a apuração sobre a conduta da professora.

Família nunca havia desconfiado

O menino envolvido no caso mais recente estudava na escola havia cerca de dois anos e estava há aproximadamente seis meses tendo aulas com a professora.

A família nunca havia desconfiado de possíveis agressões. A criança é autista e não-verbal, o que impossibilitava que ela relatasse verbalmente aos responsáveis o que ocorria durante o período em que permanecia na unidade.

A situação foi descoberta depois que uma cuidadora procurou a direção da escola e relatou que vinha presenciando supostas agressões contra crianças da turma.

Diante do alerta, a diretora passou a acompanhar as imagens da câmera instalada na sala. Conforme o boletim de ocorrência, por volta das 15h30 de segunda-feira, ela teria visto a professora colocar o menino em um canto e desferir tapas no rosto dele.

Ao entrar na sala, a diretora relatou que a criança correu em sua direção e a abraçou. O menino apresentava sangramento nasal.

Ainda segundo o registro policial, a professora afirmou inicialmente que o aluno estava correndo e havia batido o nariz na porta. Ao ser confrontada com a informação de que a situação havia sido acompanhada pelas câmeras, ela teria negado a agressão.

Relato envolve outra criança

O mesmo boletim de ocorrência traz ainda o relato de um episódio anterior envolvendo outro menino de 3 anos.

Segundo a cuidadora, na sexta-feira anterior, essa criança teria sido jogada no chão pela professora, batido a cabeça e ficado com um inchaço. Posteriormente, a mãe teria recebido a informação de que o ferimento havia ocorrido após uma queda em um brinquedo.

A ocorrência de segunda-feira foi registrada como lesão corporal e foram requisitados exames periciais. A investigação agora também deverá considerar as demais denúncias e ocorrências relacionadas à professora.

Afastamento

A Secretaria Municipal de Educação determinou o afastamento imediato da educadora das atividades em sala de aula, em caráter preventivo.

Segundo a Prefeitura, também será realizada uma apuração administrativa, com análise das imagens e de outras informações disponíveis, assegurados o direito de defesa e o devido processo legal.

A Secretaria afirmou que não compactua com qualquer forma de violência ou tratamento inadequado contra estudantes e informou que reforçará os protocolos de identificação, comunicação e encaminhamento de situações que possam colocar em risco a integridade física ou emocional dos alunos.

Defesa

Procurada, a defesa da professora informou que não irá se manifestar publicamente sobre as acusações, uma vez que o caso está sob sigilo.

Os esclarecimentos e a manifestação da educadora, segundo a defesa, serão apresentados exclusivamente nos autos.

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